Um pneu com poderes telecinéticos persegue uma rapariga num deserto da Califórnia e vai rebentando com o que se cruza, incluindo pessoas. Um grupo de polícias persegue-o. Tudo isto é assistido e comentado por uma audiência equipada com binóculos. Boris Vian gosta disto.
Quentin Dupieux (mais conhecido como Mr. Oizo) dirige esta comédia absurda que assenta arreais na linguagem do filme de terror. O artista francês diz que as pessoas só vêem filmes explicadinhos e que prefere filmes singulares como os de Lynch. Parece-nos que é isso que tenta aqui fazer: um filme singular. Mas será que este vale a pena?
O filme tem um trunfo - Robert, o pneu. Animado por controlo remoto e até mesmo manualmente, são muitos os rasgados elogios que tem recebido. Ainda ninguém se queixou de dificuldades em adoptar um objecto não antropomórfico como protagonista, o que por si só é motivo de orgulho. Mas para lá disso as opiniões divergem.
Para uns Rubber não tem, além da premissa, grandes ideias nem acontecimentos que justifiquem os 85 minutos de duração. Para outros é um filme original, estimulante e deliciosamente absurdo.
Rubber foi rodado em 14 dias e filmado com uma máquina fotográfica Canon 5D.
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